Igor Ramos
Terça-Feira, 13 de Maio 2008 - 23h38 Paternidade 1
Causa desconforto em alguns dirigentes do Botafogo a impressão que tem ficado na cidade de que o acesso do clube foi fruto quase que exclusivo da verba de um dos patrocinadores. A paternidade do acesso do Botafogo de fato anda dividida, mas de forma injusta. Reclamam estes interlocutores de que o colaborador/patrocinador não se faz de rogado aos gastar quantias publicitárias quase que do mesmo tamanho do investimento feito no clube.
Paternidade 2
Quem pode mais, chora menos e não há como impedir os oportunistas de plantão. Tomara que em 2009 a marca do Botafogo seja novamente valorizada e não seja mais explorada e quase violentada por verbas ridículas. Ao que tudo indica, um novo horizonte está se abrindo e as pessoas que cuidam do Botafogo amadurecendo e observando claramente isto. Bons preságios.
Paternidade 3
O Botafogo tem a obrigação de abrir negociações com os atuais patrocinadores, mas não tem o dever de ficar à mercê deles, apenas porque eles foram colaboradores nos momentos difíceis. Futebol precisa ser visto de forma moderna, empresarial. Se os patrocinadores foram “gentis” ajudando no momento difícil, também tiveram a contrapartida, ganhando em exposição de mídia (e como!).
O sucesso do Botafogo trouxe boa sorte a todos, mas agora é o momento do profissionalismo prevalecer. Amadorismo (no sentido de trabalho por amor) não sobrevive na 1ª divisão.
Comercial
A movimentação nos bastidores do Comercial é um bom sinal. Mostra que os comercialinos ainda acreditam que o clube pode dar a volta por cima e se organizar politicamente. Para o bem do Leão, um nome novo deveria surgir como candidato único à presidência. A chegada de gente nova pode atrair torcedores que andam distantes e conseqüentemente possíveis investimentos. A linha que separa o sucesso do fracasso é tênue na Série A2. E para rompê-la do lado positivo não é preciso grandes fortunas. As últimas temporadas mostraram que equipes modestas podem subir. Que dirá, um clube com grande apelo popular como o Comercial. Exceto o Santo André, que subiu sem sustos pois investiu pesado para tal, outros clubes que ascenderam em 2008, conseguiram o sucesso pautados pela organização e um trabalho pés-no-chão. Com um pouquinho de organização, sorte na montagem da equipe, e principalmente união, o acesso pode pintar em 2009. Só a volta urgente à 1ª divisão salvará o Comercial de dias piores.