Cidades
Sexta-Feira, 16 de Maio 2008 - 22h10
DESFAVELIZAÇÃO Favela da Mata, no entorno do aeroporto: faltam recursos para a construção de 355 casas populares
A Prefeitura de Ribeirão Preto ainda não tem verba para remover um terço das famílias do entorno do aeroporto Leite Lopes. Falta garantir recursos para mais 355 unidades, totalizando as 1.076 cadastradas pela prefeitura no local, antes do "congelamento".
O projeto de desfavelamento que conta com dinheiro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será suficiente para construir 692 casas no Jardim Paiva, para onde serão levados os moradores das quatro favelas (Mata, Recife, Adamantina e Itápolis).
Outras 29 casas já estão prestes a sair do papel. A prefeitura já deu ordem de serviço para a construção dessas residências, após uma licitação "emergencial" para começar a usar o dinheiro antes de 5 de julho. Pela lei eleitoral, o município não poderia usufruir de repasses da União ou do estado após a data.
Os recursos para essas 29 unidades sairão do projeto inicial, com verba do PAC.
Ao todo, o desfavelamento do aeroporto já tem garantidos R$ 44,1 milhões. São R$ 17,5 milhões do PAC (governo federal), R$ 21,6 do Estado e R$ 5 milhões do município.
O dinheiro não dará para todas as casas porque parte dele terá de ser usada na construção de equipamentos sociais no novo loteamento, segundo Evaldo Calil Jardim, gerente regional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) em Ribeirão.
Serão construídos uma escola, uma creche, uma praça e um centro comunitário, diz Jardim. "Na composição total do projeto, a verba ‘fechou’ nas 692 casas para poder fazer esses equipamentos e a infra-estrutura", comenta.
As obras dessas casas serão conduzidas pelo Estado, por meio da CDHU.
Dinheiro da Caixa
A reportagem apurou que a Cohab de Ribeirão iniciou conversações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para tentar buscar o dinheiro restante para as 355 unidades. No entanto, o presidente da autarquia, Marcelo Roselino, não foi encontrado para dar entrevista.
Segundo o gerente da CDHU, uma casa popular custa de R$ 28 mil a R$ 35 mil, contando o investimento na infra-estrutura. Para as 355 casas, seriam necessário, portanto, R$ 10,5 milhões.
Se conseguir a verba complementar, a prefeitura terá de fazer um processo licitatório à parte do que a CDHU irá realizar para as 692 casas já asseguradas. De acordo com Jardim, a licitação para essa leva de unidades deverá ser aberta até o final de junho