Hamilton de Andrade Lemos
Sabado, 17 de Maio 2008 - 17h43 Judiaria com animais me comove sempre. No mais das vezes, mais do que com gente. Concordo com aquele ex-ministro do Collor, o Magri, que disse que a cadela da sua mulher (essa pegou mal para as duas, hein?) tinha direito a andar em carro oficial porque, afinal, também era ser humano. Uma pérola.
Aqui em Ribeirão o problema são os pit bulls e outras ferinhas que lotam a divisão de Zoonoses, a popular carrocinha. Com a nova e nobilíssima lei que impede o sacrifício dos bichinhos, as celas estão cheias e ninguém sabe o que fazer com eles.
Deixo aqui, então, minha sugestão, matando dois coelhos com uma só caixa d’água. Aproveitando que os cães são bravos a valer, sugiro um treinamento intensivo para canalizar toda a agressividade para situações úteis. Como fazê-lo? Bem, isso já não é de minha alçada.
Uma das utilidades para estes bichos, devidamente adestrados, seria colocá-los em elevadores de grande fluxo. Infensos para gente educada e limpinha, os cachorros seriam ensinados a atacar, por exemplo, quem insiste em querer entrar no elevador antes que seus ocupantes acabem de sair. Não esperou, o Rex pega!
Gente que aperta o botão de descer quanto quer subir e o de subir quando quer descer, seria mordido também. Até o faro apurado do animal seria aproveitado, pois o mesmo poderia identificar e apontar quem, entre todos, fez pum. E, claro, morder as partes do criminoso.
A mordida na jugular estaria reservada para chatos que falam ao celular no elevador, em voz alta. De preferência, que o cão coma o celular caríssimo do sujeito.
Também tenho outros usos para os bichos. Tem a ver com sogras. Comento em outro dia.