Economia
Sabado, 17 de Maio 2008 - 19h50
IMPACTO O subsecretário Mark Keenum, em Sertãozinho: ‘efeito do etanol nos alimentos é mínimo’
O subsecretário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Mark Keenum, antecipou ontem, em Sertãozinho, que o presidente norte-americano, George Bush, vai vetar a extensão da taxação por dois anos para entrada do etanol brasileiro nos EUA. Mas os produtores brasileiros não poderão comemorar. A autoridade americana prevê que a lei será ratificada no congresso.
Aprovada na última quarta-feira, dia 14, a Farm Bill (a lei agrícola americana) prorroga até 2010 a barreira tarifária que cobra US$ 0,54 por galão de álcool brasileiro importado diretamente para os Estados Unidos, o que inibe a entrada do produto – cada recipiente armazena 3,78 litros de etanol.
“O presidente Bush vai se contrapor a esse tópico, mas o senado e câmara de deputados têm votos suficientes para derrubar o veto. Provavelmente, o congresso vai ratificar a lei”, disse Keenum, responsável do USDC pelos departamentos internacionais e área de apoio ao produtor. Com isso, uma nova revisão só seria discutida em 2010.
O subsecretário também comentou sobre a polêmica acerca da crise de alimentos e biocombustíveis. Para ele, o problema está associado ao forte crescimento da demanda das commodities agrícolas frente a redução de oferta. “O efeito de biocombustíveis e do etanol na questão alimentar é mínimo”, frisou.
Objetivos da visita
A visita ao Brasil tem dois objetivos. Keenum quer conhecer melhor a agricultura brasileira e aprender mais sobre tecnologia de produção de etanol.
Ele permaneceu por mais de três horas na usina, onde assistiu a uma palestra sobre a produção orgânica da cana e conheceu setores da planta industrial.
Depois, na Fazenda Santa Rita, em Barrinha, Keenum subiu em uma colhedora de cana para conhecer o processo de corte mecanizado.
Outro objetivo da visita é interagir com o governo brasileiro sobre questões agrícolas.
LUIZ ADOLFO
Especial para A Cidade