Rodas e Cia
Terça-Feira, 20 de Maio 2008 - 22h57
ABC Extintor combate 3 tipos de incêndio
Desde 1970, os veículos brasileiros têm que sair de fábrica com extintor. Por muitos anos, foi usado o modelo BC de extintor. A partir de 2005, tornou-se obrigatório o modelo ABC.
A substituição foi feita porque 90% dos incêndios iniciados no motor por vazamento de combustível ou curto-circuito (tipos B e C, respectivamente), logo atingem materiais sólidos, como manta do capô, partes plásticas, painéis (tipo A).
O pó A debela o fogo em materiais sólidos que deixam resíduos (madeira, papel, tecido e borracha). O B age sobre os líquidos, gases e graxas, combustíveis e inflamáveis. O pó C cuida de incêndios que envolvam equipamentos elétricos (bateria e motores elétricos).
Os novos extintores possuem durabilidade padrão de 5 anos. Entre os veículos em circulação ainda com extintores BC, a substituição também foi iniciada em janeiro do ano passado e seguirá por cinco anos, seguindo a tabela do vencimento.
A partir de 1º de janeiro de 2009, todos os veículos em circulação já deverão portar o extintor com carga de pó ABC ou equivalente. Um extintor custa em torno de R$ 50.
Para saber quando fazer a substituição, verifique a data de fabricação do extintor indicada no alto do cilindro e em cor preta.
Nos países desenvolvidos, o extintor não é item obrigatório. A lei brasileira obriga colocar nos carros que chegam ao país o extintor e mais o triângulo.
Segundo vendedores de carros importados de Ribeirão Preto, algumas pessoas faturam alto com este mercado. O problema é que muito motorista nunca reparou no equipamento e o extintor, muitas vezes, é colocado em locais incômodos e de difícil acesso.
“Os engenheiros se preocupam tanto com o avanço dos veículos, mas esquecem que o extintor, mesmo que não tenha uma ação tão eficaz, faz parte dos itens que compõem o conjunto de segurança” diz Oswaldo Pereira, motorista que já enfrentou problemas com um curto-circuito e quase perde seu automóvel.
Vai novo ou recondicionado?
Fabian Ivo, gerente da Foguinho Extintores, de Ribeirão, não recomenda extintores recondicionados, só novos. “Os recarregados não são confiáveis e muitas empresas que vendem o equipamento não tomam o devido cuidado”, diz ele.
Segundo o 9º Grupamento Bombeiros, os incêndios em veículos diminuíram muito. Os extintores ABC chegaram para melhorar a capacidade extintora, bem superior ao BC.
Os bombeiros pedem que o motorista se lembre de olhar a validade do equipamento, e que aprenda a utilizá-lo corretamente. Por fim, no caso de um incêndio, lembra sempre se proteger antes, sempre, a própria vida.