Hamilton de Andrade Lemos
Terça-Feira, 20 de Maio 2008 - 23h20 Hoje é o último dia. Larga de ser teimoso, tira esse pijama e vai se vacinar. Segue o meu exemplo que, mesmo estando bem longe da idade mínima, todo ano vou lá tomar a picada no braço. Tem que vacinar contra a gripe, sim senhor.
Se você não quer ir em seu benefício próprio, pelo menos pensa na sua família e nas contas do governo. Se você pegar gripe nesta idade, é bem perigoso que a coisa vire uma pneumonia, uma sinusite ou coisa pior. Por coisa pior, entenda como “ficar com um pé na cova e outro no sabonete”.
Se você precisar ser hospitalizado por complicações de uma porcaria de gripe, vai dar trabalho e preocupação para toda a família. E ainda vai dar despesa, o que complica ainda mais a relação entre o seu filho e o seu genro. Lembra que eles são cunhados.
Pelo lado do governo, considere que a vacina é dos poucos benefícios que você pode usufruir dos impostos pagos por toda uma vida. Porém, se você for hospitalizado pela rede pública, chiii, vai custar uma fortuna para os cofres da nação.
Portanto, deixa de bobagem e pára de dar ouvidos aos seus colegas que dizem a vacina provoca reações, que faz mal para o coração e que o governo quer que os idosos morram para pagar menos aposentadoria. Você já está bem crescidinho para cair na lábia da ignorância.
Aproveita e chama todo o Baile da Saudade para ir junto. De preferência que façam uma caminhada. Vai contando aquelas suas histórias antigas. Quando você perceber, já chegou. Só não deixa de tomar a bendita da vacina.
Lembra que na sua idade, a qual eu espero chegar num dia bem distante, os maiores riscos para a saúde continuam sendo farelo de pão e vento nas costas. A sua bênção!