Hamilton de Andrade Lemos
Quinta-Feira, 22 de Maio 2008 - 17h56 A oncinha do Bosque já tem nome. É Tuta. A notícia mudou minha vida. Gostei tanto da idéia que resolvi lançar meu próprio concurso de nomes. Quero, inclusive, pedir desde já o inestimável auxílio do operante leitor nesta missão. Eu vou descrevendo os tipos e você vai pensando no nome que cada um merece. Podemos começar?
A primeira personagem (pode ser homem ou mulher) é aquela pessoa que tem a certeza de ser melhor do que os outros. Na verdade, pensa que nem poderia ser comparada com alguém que viva sobre a terra. É o típico cidadão que oprime balconistas, atendentes, secretárias e afins com a frase “meu bem, você sabe com quem está falando?”. E então, que nome podemos dar a esta figura?
Outro que precisamos nomear é aquele colega de trabalho que de trabalho mesmo conhece pouco. Mas faz um esforço amazônico para ser colega, principalmente do chefe. Passa o dia quieto, coçando, viajando por sites pornôs, até que o chefe chega. Aí o sujeito vira um operário incansável. Faz relatórios sobre tudo e todos ao chefe, pede providências em voz alta aos que estão ocupados e ainda busca um cafezinho “especial” para o chefe. Tenho algumas sugestões de nome, mas gostaria de ouvir os seus.
Tem também aquela pessoa que você encontra na rua, no supermercado ou na fila do banco e diz um “olá, como vai?”. Então o fulano, sem atentar que esta é uma pergunta retórica, explica detalhadamente como “vai indo”. Desfia toda sorte de queixas, conta casos intermináveis e baixa o astral de todo o quarteirão. Só falta falar cuspindo.
Mande cartas e e-mails para esta coluna. Só não vale o nome Tuta. Mas pode rimar, se quiser.