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Boa Viagem

Sabado, 24 de Maio 2008 - 15h16

Mochileiro desvenda a Itália

Adriana Matiuzo
DIVULGAÇÃO Mochileiro desvenda a Itália COSTA AMALFITANA Praias rochosas e mar completamente azul

Para quem tem vontade de viajar, mas esbarra na questão financeira, não existe solução mais prática e moderna do que virar um “mochileiro”. É assim, com disposição e uma mochila nas costas, que pessoas como o securitarista de Ribeirão Luís Fernando Bonani realizam sonhos como o de desvendar a Itália.
Luís Fernando viajou sozinho para a Itália no ano passado. Foi um verdadeiro tour em 19 dias no esquema “mochilão”. Os gastos com passagens, com chegada por Milão e partida por Roma, foram de 1.300 euros (R$ 3.382 na cotação da última sexta-feira). Já com a hospedagem, alimentação, transporte na Itália e até a compra de recordações, Bonani gastou aproximadamente R$ 1.400.
O securitário afirma que uma boa dica para quem quer viajar e gastar pouco é pesquisar muito antes de sair do Brasil. Ele indica o livro “O Guia do Mochileiro Independente na Europa”, que traz muitos macetes para quem quer fazer uma viagem boa e barata. Outra opção é pesquisar guias pela internet e imprimir as áreas de interesse.
Basicamente, no esquema “mochilão” a hospedagem tradicional em hotéis é substituída pelos “hostels”, albergues com quartos coletivos e individuais, que normalmente oferecem apenas o café da manhã. Existe uma vasta rede de hostels nas cidades turísticas do mundo inteiro e vale a pena também tirar a carteirinha da Hostelling Internacional, a Federação Internacional de Albergues da Juventude, que tem 4.500 hotéis e albergues em todo o mundo. Com a carteira, é possível conseguir bons descontos na hospedagem em qualquer país.
Outro macete explicado por Luís Fernando é fazer lanches rápidos durante o dia e deixar as refeições para a noite, quando se pode apreciar calmamente as pastas e os vinhos.
- Qualquer um pode visitar a Itália ou outros países da Europa e gastar pouco. Compre euros, fique em albergues, ande de trem, pergunte, seja curioso. É só ter boa vontade, gostar das pessoas e do mundo, disse Bonani.

A Itália
O mochileiro afirma que um dos passeios mais belos e emocionantes que o turista não deve perder é a passagem de trem pela linha Vesuviana, em Napole. Lá estão as ruínas da Vila de Herculano e Pompéia, a cidade do Império Romano que foi reencontrada e recuperada 1.600 anos depois de ter sido sepultada pelas cinzas do vulvão Vesúvio, no ano 70 depois de Cristo.
Foi também em Napole que ele se deparou com a cerimônia de exposição do sangue de São Genaro. O lugar mostra todo o catolicismo dos italianos. Em seu diário de bordo, Bonani observa que a cerimônia lembrou as senhoras da Vila Tibério.
O passeio também incluiu Pisa, na mesma região. A cidade é fascinante por ainda ter muralhas medievais e atrai turistas do mundo inteiro com a sua torre inclinada, um dos cartões postais mais famosos do mundo.
Outro lugar marcante para ele foi a Costa Amalfitana, onde existe a estrada Sorrento, que liga várias vilas. As praias rochosas e o mar azul são belezas naturais imperdíveis. Na cidade de Ravello, além de desfrutar das belíssimas paisagens naturais, o turista ainda pode conhecer, por exemplo, a casa onde viveu o compositor Wagner, que compôs lá, dentre outras coisas, o segundo ato da ópera Parsifal.
Outra raridade é Siena. O visitante vai se surpreender com a cidade medieval que é toda murada e tem corridas de cavalo. Também quando se pensa em história, é preciso ter em mente destinos como Roma e Verona.

A capital
Roma é conhecida mundialmente como a cidade eterna. Construída em 753 a.C, a cidade que é a capital italiana, foi também o centro da Roma Antiga. O passado milenar está presente na cidade em notáveis obras de arte e no seu patrimônio arqueológico.
O coliseu é um dos pontos altos da Roma Antiga. O anfiteatro de proporções gigantescas, com capacidade para 50 mil pessoas, é considerado o maior símbolo do Império Romano.
- Mas, o mais interessante de Roma é sair dos pólos turísticos e conhecer as cidades dos romanos. Tive a oportunidade de pegar um ônibus e ir até Rieti, uma cidade vizinha e pude conhecer melhor o cotidiano do povo, disse Bonani.
Também está em Roma, o Vaticano, o menor país independente do mundo, que é composto por uma praça, uma igreja, prédios e museus carregados de toda a simbologia católica que o lugar tem.

Outros destinos
Em Verona, segundo Bonani, é impressionante a Arena di Verona. Trata-se do terceiro maior anfiteatro do Império Romano, com capacidade para 20 mil pessoas, mas com o detalhe de estar muito bem conservado, em condições muito melhores do que as do próprio Coliseu de Roma.
Veneza, considerada a cidade mais romântica do mundo, é um ponto turístico clássico na Itália.
Em Florença, berço do Renascimento, Bonani encontrou muitos estudantes de arquitetura. A cidade proporciona experiências incríveis com as artes, como ver de perto a obra Dadid, de Michelangelo, que tem cinco metros de altura e foi feita no mármore. Lá fica o maior museu da Itália, o Ufizzi, onde é possível ver obras como “Primavera”, de Boticelli, e tantas outras famosas, de Leonardo Da Vinci, Giovanni Battista Tiepolo e do holândes Rembrandt.
- Florença cheira arte, define o mochileiro Luís Fernando Bonani.

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