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Sabado, 24 de Maio 2008 - 16h19

Mais macia, Renault bate Citroën, ambas custam na faixa de R$ 90 mil

AGÊNCIA ESTADO Mais macia, Renault bate Citroën, ambas custam na faixa de R$ 90 mil MINIVANS Renault Grand Scénic foi considerada mais confortável que a concorrente Citroën Grand Picasso na rodagem

Minivan fabricada na França, de sete lugares, com motor 2.0 16V, câmbio automático de quatro marchas, recém-lançada no Brasil e custando ao redor de R$ 90 mil. A descrição é válida tanto para a Citroën Grand C4 Picasso como para a vencedora deste comparativo, a Renault Grand Scénic.
O fator decisivo foi o conforto de rodagem. A suspensão da Picasso simplesmente não “conversa” com os buracos, retruca. Já a Scénic mostra uma absorção de impactos superior.
Além disso, a Renault responde com um pouco mais de rapidez ao acelerador, mesmo pesando 85 kg a mais que a Citroën. Outra vantagem da Scénic é o preço inicial: R$ 87.990, ante R$ 89.800.
Mas a Picasso também tem predicados, como o melhor tratamento dado a quem senta num dos dois bancos retráteis do porta-malas. Graças aos 10 cm extras no comprimento da carroceria, o espaço para as pernas é melhor nessa terceira fileira e só ela tem ali saídas de ar-condicionado e cortinas para reduzir a claridade.
Mas quando o assunto é rodar, a Scénic fala mais alto. O molejo mais macio, como deve ser num carro de pretensões familiares, é completado pela leveza da direção, de assistência elétrica.
O desempenho levemente melhor da Renault em acelerações e retomadas chama a atenção não só pelo fato de a Citroën ser mais leve, mas por ela ter mais força. São 5 cv de potência e 1,3 mkgf de torque a mais que na Scénic.
Nas duas, o câmbio automático permite engates manuais. Aí, ponto positivo para as aletas atrás do volante da Citroën, que podem ser usadas mesmo com a haste na posição D (drive). Na Renault, é preciso deixá-la em M (manual) e então movê-la para frente, para subir, ou para trás, para reduzir.
O freio de estacionamento é eletrônico nas duas e nem precisa ser desativado para sair. Basta engatar D ou R (ré) e dar um leve toque no acelerador para que o carro seja liberado e comece a andar. Isso pode ser perigoso caso, por exemplo, haja crianças desacompanhadas a bordo dos carros.

COMODIDADE A BORDO
A infinidade de itens de comodidade a bordo da Citroën parece até um pedido de desculpas pelo rodar muito ruidoso. Além das saídas na terceira fileira de bancos, o ar-condicionado tem ajuste quádruplo de temperatura e intensidade, para quem vai na frente e no banco do meio. Já a Scénic só oferece os bocais de ventilação do painel na dianteira
Mas na C4 há mimos dispensáveis, como a luz nas mesinhas atrás dos bancos dianteiros e a possibilidade de escolher entre cinco cores para a tela do painel.
O acabamento interno da Picasso também é mais requintado, com mais variações de materiais. E, por fora, seu desenho é mais harmonioso que o da Scénic, cujas linhas são mais “truncadas”. Por isso e pelas várias peças cromadas, ela é mais chamativa.
Quanto aos itens de série, ambas vêm bem recheadas, em pacote único. De opcionais para Scénic, só um kit com revestimento de couro e teto panorâmico de vidro, por R$ 6.600, que faz o preço chegar a R$ 94.590. Na Picasso há um teto semelhante, por R$ 4.000, elevando o valor para R$ 93.800.

AGÊNCIA ESTADO

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