Geral
Segunda-Feira, 26 de Maio 2008 - 23h13 O serviço de resgate da Concessionária Autovias não deu conta de atender as vítimas de dois acidentes ocorridos no começo da noite de domingo na área urbana de Franca. Depois de colocar Camila da Silva Amaral, 21 anos, com suspeita de fratura num dos pés, dentro da viatura, os atendentes, avisados pelo telefone, resolveram socorrer dois feridos com gravidade, dez quilômetros adiante. Por isso, deixaram Camila no acostamento da rodovia Cândido Portinari, no Jardim Guanabara. Uma hora depois, incomodada com a demora, sentindo frio e dores, Camila foi socorrida por um tio, que a levou para o hospital.
A equipe do resgate não encontrou sobreviventes na rodovia Renan Rocha, que liga Franca a Patrocínio Paulista. No acidente que decidiram priorizar, Vanessa Assunção Borges e Fernando Henrique Ferreira tiveram morte instantânea.
O casal viajava numa moto que teria sido fechada por um carro. Em razão disso, o motociclista teria pedido o controle da condução. O casal caiu e foi atropelado por um automóvel.
Horários
Camila disse que o acidente com ela e seu marido Douglas Amaral, aconteceu às 18h30. Eles também estavam numa moto. Camila feriu o pé. O resgate, segundo Douglas, demorou mais de meia hora. Quinze minutos depois saíram para outro atendimento, depois de uma discussão entre eles.
“Eles estavam divididos e prometeram voltar. Mas demoraram e pedi para meu tio completar o resgate”, disse Camila.
A Autovias informou que o acidente com Camila foi na marginal norte da Cândido Portinari e a empresa não tem obrigação de prestar socorro na área, embora o faça rotineiramente. Por isso, foi atender acidente na rodovia, de sua competência. E que Camila foi devidamente tratada e imobilizada.