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Segunda-Feira, 26 de Maio 2008 - 23h16

Família diz que erro da polícia liberou assassino

Jucimara de Pauda
WEBER SIAN Família diz que erro da polícia liberou assassino POR JUSTIÇA Maria de Fátima exibe a foto do filho, Emerson, morto pelo tio em uma briga: facada no coração

A família do pedreiro Deverson Emerson do Nascimento da Silva, 24 anos, morto no último sábado, diz que os delegados Targino Osório e Mauricio José de Furtado Nucci, que estavam no Plantão Policial de Sertãozinho, erraram ao não prender o pedreiro Zildo Lima Rocha, 34 anos, suspeito de ter matado a facadas o sobrinho. “Ele matou o meu filho, foi levado duas vezes à delegacia e foi liberado. Nesse país todo mundo pode matar e sair solto”, diz Maria de Fátima Nascimento, 40 anos, mãe de Silva. Segundo ela, Silva estava com o tio em um bar na rua Alessio Mazzer, na Cohab 7, quando levou uma facada do tio no coração. O motivo seria uma dívida de R$ 30. “O meu tio Zildo matou o meu irmão porque ele disse que não tinha o dinheiro. Ele não teve tempo de reagir”, diz Anderson Silva, 21 anos, operador de máquinas.
A briga ocorreu às 5 horas de sábado. Silva foi socorrido ao Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto, onde morreu às 23h. Durante esse período, Rocha foi levado duas vezes ao Plantão Policial e foi liberado. “Queremos justiça”, afirma Maria de Fátima.


Caso passa por dois delegados
O delegado corregedor de Sertãozinho, Plaucio Fernandes, informou que o delegado Targino Osório fez boletim de ocorrência de lesão corporal dolosa e liberou o suspeito Zildo Rocha porque supôs que ele esfaqueou o sobrinho Derverson Emerson Silva, para se defender.
“O delegado achou que não podia prender porque não houve a intenção de matar e quando o rapaz morreu e o tio foi preso novamente, o segundo delegado avaliou que já havia passado o tempo para o flagrante”, diz.
Ontem, foi feito o BO de homicídio.

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