Vicente Golfeto
Terça-Feira, 27 de Maio 2008 - 23h6 No capitalismo de estado, o estado controla a sociedade. No capitalismo de mercado, a sociedade controla o estado.
No capitalismo de estado, os partidos políticos têm pouca expressão. Quanto maior o estado, menos expressivos os partidos. Estado forte corresponde a partidos fracos. Assim, transferir renda do estado para a sociedade é uma maneira segura de se transformar o capitalismo de estado em capitalismo de mercado e tonificar-se os partidos.
Tínhamos – dentre todos – um partido verdadeiro apenas. Era o PT, antes de chegar ao poder. Ele confirmou a saga dos partidos brasileiros ao longo dos tempos. Na oposição, são programáticos. No poder, pragmáticos.
Agora, a opinião pública acompanha com interesse o que o DEM – Democratas – pretende construir. Dizem que, depois de mudar o nome que era PFL para DEM, o Democratas cogita de ser um partido de classe média. A estratégia do partido – depois de perder espaço para o PT, que chegou com força ao interior e ao nordeste brasileiros – é lutar: 1- contra aumento de impostos. Como fez contra a prorrogação da CPMF; 2- pela preservação do meio ambiente; 3- contra o fisiologismo. Na oposição está ótimo. Mas o PT também foi ótimo. No poder, com César Maia na Prefeitura do Rio de Janeiro, o DEM aumentou IPTU.
Partidos não nascem ou se robustecem em virtude de atitudes voluntárias de líderes. Mesmo os mais idealistas. Partidos nascem de condições objetivas. Para se fortalecer legendas é preciso que o poder saia da burocracia estatal e venha para a sociedade cujos representantes estão nas ONGS e nos partidos.
Partido é parte, fração, pedaço do poder. Quanto mais poder fica com a sociedade mais fortes os partidos.
Que o DEM não frustre o eleitor como fizeram outros, antes. Exemplos? Vamos lá: o Partido Liberal, no tempo do Império; O PD – Partido Democrático – durante a República Velha. Depois, a UDN, o MDB e o PT.