Cidades
Quarta-Feira, 28 de Maio 2008 - 23h54
FORAGIDO O vigilante Aurelito Santiago, em foto de janeiro deste ano
Quatro meses depois do assassinato do estudante Rodrigo Bonilha, 18 anos, o suspeito do crime, o vigilante Aurelito Borges Santiago, 39 anos, continua foragido.
No início do mês, o advogado dele, José Ricardo Guimarães Filho, entrou com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. O habeas corpus vai ser julgado pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida.
“Deve ser julgado nos próximos dias, mas sabemos que ele disse para a família que não vai se entregar. A família dele também passa por dificuldades financeiras. A esposa trabalha em uma pequena loja e o que ganha mal dá para manter a casa”, afirma o advogado.
Segundo ele, a família da esposa do segurança já pediu para que ele se entregasse.
Crime
Bonilha foi assassinado no dia 27 de janeiro quando voltava de uma festa com quatro amigos. Ele levou um tiro nas costas, na rua João Godoy, que fica próxima ao bufê Renato Aguiar.
O segurança Aurelito Borges Santiago, que trabalhava no bufê Renato Aguiar confessou o crime dois dias após a morte do rapaz. Ele disse à delegada Maria Beatriz Moura Campos que havia atirado porque o garoto teria tentado arrombar um caminhão da empresa.
Santiago não tinha porte de arma e o revólver usado no crime estava com a numeração raspada. Ele não foi preso em flagrante e fugiu dias depois do depoimento. O Ministério Público pediu e a Justiça decretou a prisão preventiva de Santiago.
A delegada Maria Beatriz Moura Campos, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) afirmou que já entrou em contato com delegacias da Bahia, mas não encontrou pistas do suspeito. A DIG recebeu denúncias que ele poderia ter fugido para o Estado.