Márcio Bernardes
Quinta-Feira, 29 de Maio 2008 - 23h6 (São Paulo) - Quem apostaria nos dois finalistas da Copa do Brasil? Sem demagogia e paixão desmedida, nem os torcedores do Timão e do Sport.
Para os corintianos essa chegada teve um sabor especial. Afinal, nos últimos tempos, o país viu trocadas as manchetes do clube das páginas esportivas para as policiais. E se não bastasse isso, o rebaixamento para a 2ª Divisão humilhou os torcedores.
O Sport também reacende o prestígio de Nelsinho Batista. O treinador, campeão Brasileiro pelo Corinthians, estava meio em baixa e andou pegando algumas barcas furadas que abalaram a sua reputação.
Nelsinho teve a humildade dos sábios para sacudir a poeira, dar a volta por cima e provar o seu talento.
Serão dois jogos empolgantes. As duas equipes estão niveladas, suas torcidas são as mais fanáticas dos seus estados e seus treinadores extremamente competentes. Por isso e por outras coisas, não é possível fazer qualquer prognóstico.
Maldade
O que estão fazendo com Muricy Ramalho não é justo. Mesmo com os títulos conquistados pelo São Paulo muita gente não engole o treinador. Não é de hoje que torcedores das cativas amarelas, nos momentos mais difíceis, desferem ataques verbais contra ele.
O que essa gente precisa entender é que o elenco deste ano é muito inferior ao de 2006 e 2007. Além disso, as contusões em excesso foram determinantes para que o trabalho dele fosse dificultado.
Está mais do que certo o presidente Juvenal Juvêncio dar força total para Muricy.
Leão
A saída de Leão da Vila Belmiro teve lances de Hithcock e Karpov. Primeiro porque se criou um suspense interno envolvendo dirigentes, comissão técnica e jogadores. Depois a rescisão amigável teve jogadas pensadas e ousadas.
Desde que chegou Leão bateu de frente com a maior torcida organizada do clube. Sua permanência se estendeu pela boa campanha na Libertadores, apesar do elenco limitadíssimo.
Marcelo Teixeira também agiu nos bastidores. Não contratou um lateral direito nem um meia solicitados pelo treinador. Os jogadores originais das posições são fracos e Leão teve de improvisar o tempo todo. Além disso, bocudo como sempre foi, não administrou com habilidade as adversidades e sua queda foi mais do que natural.
*Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário.
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