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Quinta-Feira, 29 de Maio 2008 - 23h45
DESTRUIÇÃO Vista do pátio interno do CDP: caos total após a rebelião
O esquema de segurança no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto continua apesar do presídio estar desativado para reforma desde segunda-feira.
A medida é tomada para evitar que armas ou algum objeto possa ser escondido nas paredes do CDP durante o trabalho de reconstrução, argumentou a direção do presídio durante a vista da imprensa ao prédio.
Todo o trabalho dos pedreiros e serventes é acompanhado de perto pelos agentes penitenciários e pela direção do CDP. Os trabalhadores também são revistados quando entram para trabalhar e passam pelas várias portas de segurança antes de chegarem aos pavilhões que precisam ser reconstruídos.
O CDP foi aberto ontem para os jornalistas que puderam observar a destruição provocada pelos presos no CDP durante rebelião do dia 11 de abril, que causou a morte de dois detentos e ferimentos em 25. O carcereiro mantido refém foi libertado sem ferimentos.
Cinco pavilhões e a enfermaria foram destruídos. Restos das grades das celas que foram arrancadas e jogadas no meio do pátio para impedir o resgate do refém foram encontrados no presídio. Os destroços das geladeiras que guardavam os remédios dos presos também estavam no pátio do presídio.
As marcas de incêndio estão nas paredes, já que os presos fizeram uma fogueira com colchões, roupas e aparelhos eletroeletrônicos para criar uma nuvem de fumaça e impedir a entrada da tropa de choque da Polícia Militar.
A reconstrução deverá durar seis meses e vai custar aos cofres públicos R$ 1,4 milhão. Os 1.007 presos que estavam na unidade foram transferidos.