Cidades
Sexta-Feira, 30 de Maio 2008 - 22h0
EFICIÊNCIA Agente de vetor faz pulverização em RP: 270 profissionais serão distribuídos em regiões
A Divisão de Controle de Vetores inicia em junho a descentralização do combate ao mosquito Aedses agypti, transmissor da dengue e da febre amarela.
Os 270 agentes de vetores (mais 12 estão sendo treinados), que hoje têm por base de trabalho a sede do Centro de Controle de Zoonoses, na via Norte, 4.255, Ipiranga, vão atuar em cinco diferentes endereços.
A Secretaria Municipal da Saúde já divide a cidade em cinco regiões, as sedes das distritais Central, Norte, Sul, Leste e Oeste. Cada uma delas terá sua base de controle de vetores.
“Locamos imóveis para as bases das regiões leste, central e sul. A primeira fica no Jardim Novo Mundo, perto da avenida Barão do Bananal. A base central será na Vila Tibério e a base da região leste, na Vila Virgínia”, perto do D’Elboux, explica Paulo Camarero, chefe da Divisão de Controle de Vetores.
“Para as regiões norte e oeste estão sendo aproveitados prédios públicos. A oeste, provisoriamente, será no próprio Centro de Controle de Zoonozes. E a leste, num imóvel da Prefeitura no Quintino Facci 2”, completa.
Produtividade
Segundo Camarero, a descentralização tem por principal objetivo aumentar a produtividade do trabalho dos agentes de vetores.
“Primeiro, pela proximidade, pelo convívio com os moradores. Atuando numa mesma região, rende melhor o trabalho educativo e de orientação dos agentes”, explica Camarero.
“Depois, pela questão da distância. As bases regionais vão facilitar os deslocamentos das equipes de campo, aumentando a nossa produtividade”, argumenta.
Segundo ele, no mês de junho devem acontecer as mudanças para as bases das regiões sul, leste e central. Até o final de agosto, as outras duas bases devem estar funcionando.
Casos caem 66%
Até ontem haviam sido confirmados este ano em Ribeirão Preto 849 casos de dengue, 66% a menos que nos cinco primeiros meses do ano passado (2.493 notificações positivas).
Camarero disse que vai aproveitar o período de inverno, com menos casos suspeitos e confirmados ocupando as equipes de campo que fazem o bloqueio sanitário, para intensificar o trabalho de eliminação de focos de larvas.
“A idéia é tentar interromper a transmissão do vírus por pelo menos trinta dias”, afirma o chefe da Divisão de Controle de Vetores.
Ribeirão Preto é considerada região endêmica para a dengue desde 1990, quando sofreu sua primeira epidemia.