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Sexta-Feira, 30 de Maio 2008 - 23h17

Força-tarefa mapeia acidentes em Ribeirão Preto

Jucimara de Pauda
LETÍCIA LOVO/ESPECIAL Força-tarefa mapeia acidentes em Ribeirão Preto VIOLÊNCIA Acidente na Francisco Junqueira: força-tarefa vai identificar perfil de motorisa acidentado

Polícias Civil e Militar, Prefeitura de Ribeirão Preto (Secretaria da Saúde e Transerp) e Hospital das Clínicas se uniram para unificar as estatísticas de acidentes de trânsito em Ribeirão Preto.
O objetivo é fazer um mapeamento completo dos casos, desde o momento do acidente até o fim do atendimento da vítima no sistema de saúde de Ribeirão Preto.
A Força-tarefa recebeu o nome de Gapat (Grupo Técnico de Avaliação e Prevenção de Acidentes de Trânsito) e vai mapear o perfil de quem se envolve em acidentes de trânsito, quais os locais onde eles mais ocorrem e o custo para o Poder Público.
O Gapat vai atuar em quatro frentes: prevenção, atendimento pré-hospitalar, hospitalar e reabilitação.
“Com isto conseguiremos nortear campanhas preventivas e até reduzir o número de mortes em acidentes”, diz Érica Veríssimo Ribeiro, coordenadora do grupo e funcionária da Secretaria Municipal da Saúde.

Rede interligada
Segundo ela, um programa de computador está sendo criado e através dele será montada uma rede em todos os órgãos públicos da cidade que atendem os acidentes de trânsito para que todos tenham os mesmos dados.
“Percebemos que estávamos fazendo o mesmo trabalho, mas com recortes diferentes e por isto resolvemos nos unir”, afirma Érica.
Para Raquel Alqmvist, especialista em trânsito, apenas campanhas adequadas poderão prevenir os acidentes de trânsito. Ela está no Gapat representando a Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).
“Queremos saber o papel do álcool nos acidentes em Ribeirão Preto, para também criarmos ações específicas de combate”, diz.
Acidentes com motos
No ano passado, em Ribeirão Preto, a cada três horas e sete minutos, foi registrado um acidente de moto.
No total, os 2.544 acidentes envolveram 4.073 pessoas. São pessoas que viajam na garupa ou são atropeladas.
Do total de 4.073 envolvidos em acidentes, morreram 42.
“Acreditamos que as ações que serão criadas pelo grupo possam minimizar e até reduzir os casos com motos porque iremos atingir a raiz do problema. A criação da rede é um avanço”, diz o capitão Vagner Barato da PM.

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