Júlio Chiavenato
Sexta-Feira, 30 de Maio 2008 - 23h49 Para que servem os partidos políticos? Em Ribeirão Preto, do prefeito aos vereadores, a maioria já trocou de partido, das mais variadas cores e força eleitoral. O troca-troca tornou-se mais difícil com a nova legislação, mas não impossível. Depende das circunstâncias.
As circunstâncias são os interesses imediatos ou futuros: de tempo na televisão até participação nos governos. Não importa se o distinto seja amigo ou inimigo, falam mais alto as vantagens que todos tiram da geléia política. E como dizia Getúlio Vargas, o povo?, ora o povo...
Por que continuar com a farsa de “esquerda” e “direita”? Não há mais nem centro, cada um pende pro seu lado. Há trinta anos o conceito de esquerda era revolucionário (só não sabem os acadêmicos engravatados que aparecem na televisão em tempos eleitorais, falando besteiras acacianas). A esquerda, formada por comunistas e socialistas, queria mudar o mundo, no pau, se preciso. A direita, composta por conservadores e fascistas, preservar idéias e poder, no pau, sempre.
O pessoal do centro, que nunca foi bobo, equilibrava-se no bem-bom do sistema, um empreguinho aqui, uma mordomia ali e a conta bancária aumentando (como, hein?). Hoje tudo é uma meleca só. No fundo a burrice pequeno-burguesa venceu e a política transformou-se num exercício de acomodação de interesses. A isso chamam democracia que, dizem, é o melhor que merecemos.
O povinho e o povão, o que acham? Têm alguma mínima noção de que os partidos são apenas siglas para gente esperta chegar ao poder e usufruir do que é subtraído da nação? E os bem postos na vida, aceitariam acabar com essa embromação? Se alguns acham que não são farinha do mesmo saco, por que freqüentam o mesmo saco?