Especial
Sabado, 31 de Maio 2008 - 15h52 Dona Marilda é de família tradicional, os Bertochi. Durante 16 anos morou numa enorme casa na rua Lafayete, a de número 1.496. Seu pai, Luiz Bertochi, trabalhou muito tempo na fazenda Visconde de Parnaíba, entre Batatais e Jardinópolis, de propriedade da família Meirelles.
A casa na Lafaiete tinha uma piscina enorme, lembra dona Marilda. Havia fraternidade entre os vizinhos. Ela conta que, durante dez anos, foi aluna exemplar, no Colégio Auxiliadora.
“Freqüentei o internato da escola. Passava lá a maior parte do dia e fiz grandes amizades. Nesta época eu já gostava de animais, principalmente cães e gatos”, disse.
Lembra que nunca se relacionou bem com as artes - música ou teatro - mas é boa no aprendizado de línguas, tem facilidades. “Falo muito bem o inglês, arranho o francês e tenho boas noções do alemão”, afirma.
Quem lhe ensinou o alemão, explica, foi uma família alemã, vizinha dela na Lafayete.
Conta que fez filosofia na Unaerp mas não conseguiu concluir o curso de Direito, também na Unaerp, que abandonou no terceiro ano.
Teve muitos amigos na mocidade, cita vários nomes. Um deles, e de quem lamenta muito a morte, é o historiador Rubem Cione.
Lembra que suas madrinhas são Laura e Alice Meirelles, donas da fazenda onde seu pai trabalhou.
Marilda separou-se do marido poucos anos depois de casada. Não teve filhos. Tem dois irmãos e um irmã, todos mais velhos. Lembra que, na condição de caçulinha, era muito paparicada pela mãe. Admite que, às vezes, pensa em ir morar com a irmã, em São Paulo.
Mas tem medo de não se sentir bem na cidade grande, longe de Ribeirão Preto.
Seu amor por animais vem de longa data, desde os tempos em que vivia no campo.