Júlio Chiavenato
Segunda-Feira, 2 de Junho 2008 - 22h37 Ribeirão Preto é o reino da mesmice piorada. A semana passada o superintendente do DAERP afirmou que os canos de água e esgotos do Centro da cidade estão podres. Mas não é isso o que todos os diretores do DAERP afirmam há mais de 30 anos? Se há 30 anos reconhecem o fato, por que não fizeram nada? É bom lembrar que nesse tempo o doutor prefeito esteve quatro vezes no poder.
Da mesma série de mesmices repetidas e pioradas são os anúncios de obras públicas. Tais anúncios acontecem meses e até anos antes das eleições, para que a imprensa os “cultive” e crie expectativas. Mas são “implementados” (um palavrão que os políticos gostam) nas vésperas das eleições, o que nem sempre garante sua realização.
Existe uma repetição infalível: sempre que se anuncia uma obra pública, os prefeitos tomam a primeira providência: arrancar árvores. Foi o que aconteceu agora com a reforma da Rodoviária. Antes de tudo, caíram umas 30 ou 40 árvores, do estacionamento e dos arredores. É o símbolo do progresso deles: árvore assassinada significa que os tratores vão rasgar a terra e o cimento trará progresso.
Outra mesmice repetida é não assumir o fracasso. O doutor Welson Gasparini não criou novidade na área, mas é tão contumaz que parece ser o inventor das desculpas esfarrapadas e da cara-de-pau. Sendo impossível dizer que realizou algo concreto, vem com a velha muleta preferida dos políticos medíocres: não pôde fazer nada, porque as finanças estavam arrebentadas. Então, primeiro recuperou as finanças, o crédito e a honra da Prefeitura. Mas agora, que fez esse milagre, votem em mim, que na próxima gestão vocês vão ver... o espetáculo do crescimento?
Talvez, pois nariz que cresce só o do Pinóquio.