Opinião
Segunda-Feira, 2 de Junho 2008 - 22h38 A escola municipal Dom Luís do Amaral Mousinho, localizada no bairro Campos Elíseos, é um infeliz exemplo de como o patrimônio público é destratado. Reinaugurado em agosto do ano passado, depois de uma ampla reforma e obras de ampliação, o estabelecimento surpreende pelas más condições estruturais.
Vidros de janelas despencados, grandes infiltrações de água de chuva nas paredes externas e portas quebradas são alguns dos exemplos de uma realidade que jamais deveria ser registrada, nessa ou em qualquer outra escola.
Conforme apurado pela reportagem de A Cidade, o estado de deterioração da Dom Luís do Amaral Mousinho reflete a ação do vandalismo, porque, conforme testemunhas, há portas quebradas a socos. Mas existe também a possibilidade de as obras de reforma e ampliação pecarem pela qualidade.
A Secretaria Municipal da Educação precisa explicar para a sociedade suas estratégias para conter o avanço da deterioração da escola - quando reflexo do vandalismo, que pode ser interno - e mesmo a qualidade do serviço prestado nas obras.
Freqüentada por cerca de dois mil alunos, a escola rivaliza com a também municipal Professor Alfeu Luiz Gasparini, do bairro Ipiranga, o título de maior unidade da rede municipal de ensino.
A qualidade do ensino prestado na Mousinho não está em discussão, até porque pais e alunos não têm se queixado da pedagogia implantada. Não se pode é tolerar a deterioração de um prédio público menos de um ano depois de ele ser reinaugurado. Com a palavra, a Secretaria da Educação do município.