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Rodas e Cia

Terça-Feira, 3 de Junho 2008 - 22h41

Hot Rod em dose dupla

Orestes Moquenco
MATHEUS URENHA Hot Rod em dose dupla NINGUÉM SEGURA Adilson Fernandes e suas máquinas, a Ford F1 52 e a Chevrolet “Martha Rocha” 56

O ribeirão-pretano Adilson de Souza Fernandes, 64 anos, comerciante, gosta muito de carros antigos. Mais que isso: acrescentou uma pimenta nos “velhinhos”.
É que Fernandes adora dar pau em carro novo e só pode fazer isso quando os transforma em Hot Rod, os carros customizados que conservam a lataria de um carro antigo, mas possuem uma mecânica moderna.
Assim Fernandes transformou em hots duas caminhonetes, uma Ford modelo F1 1952 e outra Chevrolet “Martha Rocha” 1956, ambas de fazer inveja a muitos modelos americanos.
É apaixonado por mecânica e velocidade, sabe o que realmente é bom e não mede esforços ($) para deixar seus carros diferentes de tudo.
Tudo começou há dez anos, quando comprou a Ford 52. Daí em diante, não parou mais. Procura ler, colecionar e aplicar o que aprende aos seus modelos. Depois da Ford, sua garagem vibrou com a chegada da “Martha Rocha” 1956.
“Coisa fina mesmo. Comprei na última edição do Encontro de Lindóia.
O dono chorou quando entregou o documento, mas ele tem mais carros dessa categoria e, em pouco tempo, se conformou com a venda da Chevrolet”, comenta Adilson.

Veneno
As duas possuem motores que não são delas. A Ford está equipada com um motor hot de quatro cilindros e 4.1 litros, enquanto a Chevrolet, é equipada com propulsor 4.1 de seis cilindros.
“São dois foguetes. Adoro acelerá-las e ver a cara dos outros nas ruas, quando aquela ‘caminhonete antiga’ some e só pode ser encontrada se ela pára mais adiante. Gosto muito dessa categoria”, afirma o comerciante.
Todos os dias ele sai com uma delas, já que são tratadas com o maior carinho. “Meu mecânico, o Rogério Gomes Pinto, tem um cuidado enorme. Quando elas vão para sua oficina, ele as deixa acertadas como relógios”.


Sem dó de quem vem pela frente
“São dois foguetes. Adoro acelerá-las e ver a cara dos outros nas ruas, quando aquela ‘caminhonete antiga’ some e só pode ser encontrada se ela pára mais adiante. Gosto muito dessa categoria”, diz o ribeirão-pretano Adilson de Souza Fernandes

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