Opinião
Quarta-Feira, 4 de Junho 2008 - 21h47 Ainda que não se confirme a notícia da primeira morte por febre amarela em Ribeirão Preto - leia-se na região, já que a vítima é um pedreiro de Cravinhos, que trabalhava no município de Ribeirão, a simples suspeita já desencadeia e reforça a necessidade de se bater na tecla da vacinação contra a doença.
O fato é que dez mil pessoas ainda ainda não foram imunizadas no município. E não foram supostamente porque não quiseram, porque a vacina está e sempre esteve disponível nos postos de saúde.
A partir dessa constatação, fica a pergunta. Por que é que as pessoas não se vacinam? Por falta de informação? Por medo? Por negligência? Sem querer defender qualquer tipo de autoritarismo, é possível abraçar a tese de que essa deveria ser uma vacinação compulsória, porque estamos numa região onde a dengue já é endêmica e há proliferação do transmissor da doença, o mosquito Aedes Aegypti - o mesmo vetor da febre amarela.
É, portanto, uma grande irresponsabilidade deixar de tomar a vacina, na medida em que cada doente multiplica a doença em progressão assustadora. Não se pode brincar com saúde pública. A febre amarela já dizimou populações. Historicamente, não podemos esquecer o caso das milhares de mortes em São Simão e Campinas - só para dar dois exemplos muito próximos.
Não podemos nos resguardar da dengue, a não ser pelos cuidados de prevenção sanitária. Mas, para evitar a febre amarela, já temos o antídoto que imuniza por um período de dez anos. É simples e funciona. Sem qualquer alarmismo, é hora de tomar a vacina e limpar o quintal.