Vicente Golfeto
Quinta-Feira, 5 de Junho 2008 - 23h25 O país precisa começar a criar uma cultura de planejamento regional. Referimo-nos ao planejamento entre municípios que formam uma mesma região geoeconômica ou política. Muito mais a primeira, é claro, do que a segunda.
Já ficou evidente que: 1 - enquanto a Economia soma, a Política – historicamente – divide. São operações importantes mas que nem sempre atuam conjuntamente a favor de determinados objetivos.
É fácil – ao se caminhar por uma rodovia – notar-se placa dizendo “divisa de tal município”. É a saga da Política. Que também divide os grupos em partidos, em blocos, em agrupamentos, em entidades, em sindicatos; 2 - os governos municipais nada mais são, em muitos casos, do que administradores de conseqüências.
As causas dos problemas que enfrentam, não raro, estão fora de sua esfera de governo. Por quantos anos os administradores das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro não viram que a falta de empregos no nordeste brasileiro crivava o migrante que se deslocava para estas capitais? Como ficava a infra-estrutura?
Vamos nos deter num exemplo. E de nossa região. A chuva – quando intensa, quando forte – em Cravinhos, tem-se transformado em enchentes em Ribeirão Preto. Como o governo da cidade de Ribeirão Preto pode encarar ou pelo menos equacionar este problema sem que se estabeleçam diretrizes regionais de planejamento urbano, unindo realidades de dois municípios diferentes?
A separação imposta pela Política, que dividiu os municípios de Cravinhos e de Ribeirão Preto em dois governos distintos, exige uma solução que passa pela integração de metas.
Plenamente possível, desde que se apóie em entrosamento regional com outras cidades apresentem problemas cujas soluções somente podem ser encontradas em termos comuns.
Mais do que a conurbação física e territorial, importa a analisar a conurbação econômica, base da conurbação administrativa.