Opinião
Quinta-Feira, 5 de Junho 2008 - 23h27 O Aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto, é o segundo de maior movimentação de cargas entre os aeródromos do Daesp, só perdendo para o de São José do Rio Preto. Levantamento do órgão revela que o aeroporto de RP acumula movimentação de 238,6 toneladas nos quatro primeiros meses do ano, ante 256 toneladas em Rio Preto.
O balanço é positivo, até porque as cargas transportadas por aviões têm maior valor agregado e, portanto, arrecadam mais impostos. Mas em um mesmo período em que Ribeirão Preto pode comemorar tal balanço, vem a péssima notícia que o projeto de implantação do Terminal de Cargas do Leite Lopes não sai do papel há cinco anos, desde que foi realizada licitação pelo governo estadual.
O edital de licitação previa um investimento total de R$ 20 milhões na construção do terminal de cargas. A empresa que venceu a concessão, a Tead, desde o começo mostrou-se incentivada com o projeto. Mas os executivos da empresa também torciam para a ampliação da pista do aeroporto, o que permitiria o pouso e decolagem de aeronaves de grande porte.
A torcida por essa obra não se restringia à empresa concessionária, mas a boa parcela da sociedade civil de Ribeirão Preto que apostava na modernização do aeródromo como alavanca para ampliar o desenvolvimento econômico da cidade e da região.
O governo estadual, no entanto, desistiu do processo de ampliação da pista, e isso teria feito a Tead perder o interesse em fazer o terminal. Ruim para a concessionária, que perde a chance de ampliar negócios, mas tão ruim quanto para Ribeirão, que perde a chance de modernizar o aeroporto.