Opinião
Sabado, 7 de Junho 2008 - 0h13 A cidade universitária justifica o nome que tem: pelo menos vinte mil pessoas circulam diariamente pelo campus de Monte Alegre, onde ficam o Hospital das Clínicas, o Hemocentro de Ribeirão Preto e o complexo educacional da Universidade São Paulo- incluindo a Faculdade de Medicina. Por essa razão, é preciso, com urgência, criar um esquema de vigilância e segurança mais estratégico no local.
Neste primeiro semestre de 2008 já foram três assaltos - dois dentro do Hospital das Clínicas e um dentro do Hemocentro.
Com acesso fácil às saídas para Sertãozinho ou para Ribeirão Preto, o lugar se torna um alvo quase óbvio para a ação dos assaltantes.
Não é bom - nem razoável - que o maior complexo hospitalar e estudantil da região fique sujeito à sanha dos ladrões. Estudantes, professores e pacientes precisam de tranqüilidade para estudar, os primeiros, trabalhar, os segundos, e os últimos, para encontrar terapias e tratamentos de saúde.
Como conseguir isso? Com uma ação conjunta e preventiva, que pode ser discutida entre as Prefeituras do Campus e de Ribeirão Preto, em consonância com as Polícias Civil e Militar.
Uma iniciativa adequada seria designar vigilância mais ostensiva, como a que se faz nos condomínios fechados.
Visitantes e estudantes poderiam até não gostar do rigor para o acesso seletivo ao local, mas, certamente, com a segurança reforçada, o campus ficaria a salvo de novos ataques.
Afinal, se a ocasião faz o ladrão, dificultar o roubo, é, no mínimo, a atitude mais inteligente. E no caso da USP, a mais necessária.