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Opinião

Sabado, 7 de Junho 2008 - 18h22

Sobre a Feira


Mais que bem-vinda, a Feira do Livro consolida-se, em sua oitava edição, como um evento viável. Agora só falta melhorar as condições para livreiros, autores e leitores se encontrarem.
O espaço da praça é democrático e deve ser valorizado. Porém, exige que se tomem medidas orquestradas para evitar situações como as que se viram no primeiro dia da Feira: estudantes que deveriam estar fazendo uma visita monitorada ao evento ficaram, em boa gíria, “azarando” as colegas e pulando em frente às máquinas dos fotógrafos que trabalhavam ali na cobertura jornalística - além de quebrar completamente o clima que se espera de uma festa cultural. Uma algazarra desnecessária.
Que ninguém pense que o que se quer é uma feira carrancuda e silenciosa. Que venham as crianças e os adolescentes, para o contato benéfico com os livros. Mas que eles sejam orientados pelos monitores de suas escolas, para as atividades em oficinas literárias. Só depois de motivados e devidamente “contextualizados” eles deveriam percorrer os estandes. Entrariam no clima certo, na temperatura que se quer - e poderiam aproveitar muito melhor a visita. É assim que funciona a Feira de Porto Alegre, que deveria servir de modelo para todo o país.
Portanto, que as escolas se preparem melhor para levar seus alunos à Feira do Livro de Ribeirão Preto. E que as oficinas sejam suficientemente atrativas e eficazes para prendê-los e motivá-los.
Só com um trabalho sério de sensibilização e educação dirigida poderemos sonhar com uma grande adesão de jovens leitores - matéria-prima do futuro do livro.

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