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Opinião

Terça-Feira, 10 de Junho 2008 - 21h11

Emprego ou Mata Atlântica


Santa Rosa de Viterbo vive uma dessas situações em que o conflito de interesses acaba criando impasses de desfecho imprevisível.
Uma indústria de papel e celulose ameaça sair da cidade depois de a Justiça ter embargado obra de ampliação que teria provocado o desmatamento de um trecho em área de proteção ambiental. O fato é que, aparentemente, a devastação já estaria consumada.
Ora, nesse caso, embargada a obra, se a indústria pára ou se retira do município, a população pode perder 1.600 vagas de emprego. Mil vagas que já existem e mais 600 que seriam criadas pela ampliação da empresa. Santa Rosa ficaria sem a mata e também sem os empregos. Não é o que a população quer. E a questão pode se arrastar por longo tempo, o que também não interessa a ninguém.
Guardadas todas as boas intenções preservacionistas - que deveriam ter sido observadas antes, para prevenir a situação que agora se enfrenta, polarizando opiniões e dividindo a cidade - é preciso, também, que se mantenha a empresa operando. Em todo o mundo, vagas de trabalho são uma prioridade. Não seria diferente em Santa Rosa.
Portanto, que se tente chegar a um consenso para acordo, para que a natureza seja compensada pelo que dela se tirou e para que a população continue empregada.
Isso passa pelo compromisso que a empresa poderia assumir de fazer um replantio de árvores - em área a ser indicada pelas autoridades ambientais - e pela permanência dela em Santa Rosa.
Que se mantenham os empregos e que se reconstitua o meio ambiente. Só assim todos sairão ganhando.

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