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Rodas e Cia

Terça-Feira, 10 de Junho 2008 - 22h12

Rastreado 24 horas

Willian von Söhsten

Para não ter o carro roubado, alguns motoristas optam pelo sistema de rastreamento de veículos.
Ele pode ser feito por satélite ou por celular. Isso quer dizer que o aparelho rastreador, que é colocado no carro, se orienta pelos satélites (como faz o GPS) ou pelas torres de telefonia celular.
Nos dois casos, o serviço é o mesmo: informa a posição do carro 24 horas por dia, permitindo sua localização em caso de roubo, e bloqueia o motor do carro para surpreender os bandidos.
A diferença entre os dois é que o serviço por satélite é mais confiável por não sofrer instabilidades em áreas cegas de cobertura da rede de telefonia móvel.
O sistema de rastreamento é largamente utilizado por empresas de transporte de cargas. Há seguradoras, aliás, que só cobrem veículos que forem rastreados eletronicamente.
“Acredito que, muito em breve, as seguradoras vão cobrir apenas terceiros e acidentes, deixando roubos e furtos conosco”, diz Hugo Fleury, diretor de marketing da OmniLink, empresa especializada em rastreamento de veículos, que a partir do segundo semestre começa a atuar em Ribeirão.

Instalação
Hoje, em veículos de transporte, a instalação pode custar R$ 2 mil, se for monitorado por celular, e R$ 4.500, se for via satélite. Em carros de passeio, sai por R$ 900, em ambos os carros.

Mensalidade
Fora a instalação, o usuário paga uma mensalidade. Nos carros de passeio, ela é de R$ 70. Nos caminhões, segundo Fleury, ela pode custar de R$ 100 a R$ 400.
Como se vê, o serviço não é barato, mas Fleury afirma que o preço deve cair com a popularização.
No caso dos veículos de transportes, a instalação pode demorar até cinco horas.
“Não há padrão na instalação. Cada uma é feita de um jeito, para dificultar sua localização pelos bandidos”, explica Américo Rodota Stefano, diretor de operações da OmniLink.
Carros de passeio têm instalação mais rápida, leva uma hora.

Roubo
Em casos de roubo, o motorista deve imediatamente entrar em contato com a empresa que rastreia o veículo.
Assim é possível bloquear o automóvel e orientar a polícia sobre a posição do carro.


Soluções mais baratas
Para evitar furtos, as travas de segurança são uma boa opção. Há dois tipos de travas: as mecânicas e as que bloqueiam a ignição ou a bomba de combustível. As primeiras são as mais indicadas por especialistas. “Elas não representam risco para a parte elétrica”, diz Marcus Vinícius Aguiar, coordenador da Comissão de Segurança da Associação de Engenharia Automotiva (AEA). “Com o bloqueador, se um fio for cortado errado na instalação, pode afetar outras funções do veículo.” As travas mecânicas mais comuns são Mul-T-Lock e Carneiro. A primeira é fixada no câmbio. O motorista a aciona engatando a marcha à ré do carro (parado). Outra marcha só pode ser utilizada após o destravamento do acessório. Já a Carneiro é colocada no sistema de ignição e, quando ativa, trava duas rodas, além de bloquear a partida do motor. O preço da Mul-T-Lock varia entre R$ 240 e R$ 315. A Carneiro custa de R$ 250 a R$ 450, dependendo do tipo de chave. Os bloqueadores de combustível são os mais indicados, pois o sistema da bomba é independente. Já o de ignição envolve outras partes do carro. Ambos custam na casa de R$ 90. (com AE)


O preço da segurança
Em carros de passeio comum, instalação do rastreador leva uma hora e custa R$ 900; mensalidade é de R$ 70

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