Opinião
Quarta-Feira, 11 de Junho 2008 - 23h36 O caso entre a Câmara Municipal e a população de Ribeirão Preto teria tudo para ser uma história de amor. Vale a metáfora no Dia dos Namorados, na medida em que todo poder emana do povo, que o confere aos eleitos no que se presume, seja o melhor sistema democrático de votação. Tacitamente, fica implícito que esta é uma relação que deve primar, sempre, pela ética e pelo decoro. Ambas, porém, na sessão da última terça-feira sofreram arranhão significativo, com a atitude dos vereadores que nem chegaram a votar o projeto [da bancada do PT] que eliminaria o pagamento de jetons - remuneração correspondente às sessões extras da Assembléia Legislativa de São Paulo.
Não se quer, jamais, demolir a importância que tem o poder legislativo. Pelo contrário: é preciso enfatizá-la, ao exigir que a casa de leis prime pela excelência.
Reportagem publicada na edição de hoje faz a radiografia do que se produz, hoje, no legislativo de Ribeirão Preto.
Com honrosas exceções, seis, em cada dez projetos apresentados pelos vereadores, ou são inconstitucionais, ou são homenagens, concedendo títulos de cidadania ou nomes de rua. Para cientistas políticos, “mera perfumaria”. Ora, essa estatística é desabonadora, na medida em que joga luz sobre resultados que não condizem com o que se espera de nossos parlamentares.
Vale frisar, porém, novamente: sempre haverá as exceções. E concluir: Ribeirão Preto completará oficialmente 152 anos na próxima semana e merece uma parceria mais respeitosa e produtiva. Do jeito que está, não dá namoro, nem amizade.