Márcio Bernardes
Quinta-Feira, 12 de Junho 2008 - 23h4 (São Paulo) - Faltou futebol e até ousadia ao time corintiano na decisão do Recife. O Timão não soube fazer prevalecer a sua bela vantagem conquistada no Morumbi.
Faltou até coragem ao time de Mano Menezes. Ousadia e coragem que sobraram à Fiel Torcida que de todos os cantos do país foi ao Recife sem ingresso, mas com a fé inabalável de mais um título.
Verdade seja dita: o Sport não ganhou por acaso a Copa do Brasil. Foram desbancadas equipes de ponta do futebol brasileiro: Internacional, Palmeiras e Vasco da Gama.
O Corinthians, apesar de perder a final, merece elogios pela campanha desenvolvida. O time, montado este ano, fez além da conta e também está de parabéns.
A volta por cima
Nelsinho Batista foi tratado como um treinador superado. Apesar dos títulos conquistados, sua carreira chegou a um momento de declínio. Ele fracassou em alguns clubes, entre eles Santos e Corinthians, com quem caiu no ano passado.
Persistente e confiante no seu potencial, Nelsinho foi buscar no nordeste a chance de se recuperar e comprovar a sua capacidade profissional.
Nada como um dia depois do outro.
Felipão milionário
O gaúcho já estava rico. Com o que ganhou no Grêmio, Palmeiras e seleção brasileira o treinador conseguiu amealhar alguns milhões de reais.
O contrato de quatro anos e meio com a Federação Portuguesa deu-lhe 6 milhões de euros por ano.
O site oficial do Chelsea acaba de divulgar oficialmente que Luiz Felipe será o novo técnico da equipe a partir de julho.
Seu salário deve chegar a 10 milhões de euros por ano. É certo que os tataranetos de Felipão não terão problemas na vida.
Bikers nus
O desfile prometido pelos ciclistas neste sábado na Avenida Paulista terá emoção, graça e polêmica. Eles prometem protestar nus pela falta de condição de circular pela maior cidade do país.
O Brasil não tem cultura para privilegiar os ciclistas como acontece na Europa. E qualquer governo precisa ter vontade política para oferecer espaços decentes e organizados que seriam reservados para as bicicletas. O que já foi feito até hoje não passou de improviso e ou demagogia.
Nas ruas a bicicleta é agredida pelos carros. Nas calçadas ela agride os pedestres.
* Márcio Bernardes é jornalista âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário. Escreve neste espaço às terças e sextas.
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