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Opinião

Quinta-Feira, 12 de Junho 2008 - 23h19

A volta da velha senhora


A inimiga número um dos assalariados e dos empresários dá as caras com ares nada amigáveis. O índice da inflação em maio de 2008 foi de 1,68% em Ribeirão Preto- o segundo maior desde 2003. Só perde para janeiro de 2004, quando tivemos 1,74%.
No país, o Índice de Preços ao Consumidor ficou em 0,79%.
Em relação a abril de 2008, o aumento em Ribeirão Preto foi de três mil por cento. É muita coisa.
Essa alta geral, alimentos à frente, já tem repercussões preocupantes. Donas-de-casas colocam o pé no freio e refazem o orçamento doméstico. Chefes de família se inquietam. Comerciantes se preocupam com estoques.
Depois de cinco anos de relativa estabilidade, os efeitos do mercado internacional no país são irrefutáveis.
Se comem mais na China ou na Índia, falta arroz no Brasil. Não é preciso ser economista para perceber que se aumenta o consumo, falta o produto. E o preço dispara.
Como driblar essa desordem, é coisa para especialistas. E diante da atual conjuntura, é de se esperar que, no mundo todo, se reúnam líderes e cientistas econômicos antenados com essa realidade, para uma grande mobilização, em busca de soluções.
O inimigo comum provoca efeitos tão devastadores quanto os da guerra. Deve ser combatido por todos.
E essa mobilização deve começar em escala municipal. E no plano individual. Que os comerciantes não se deixem levar pela onda altista que fatalmente se instala, com a remarcação oportunista de preços. E que os consumidores se tornem mais seletivos e rigorosos na hora de comprar. É a única atitude possível.

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