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Opinião

Sexta-Feira, 13 de Junho 2008 - 23h58

Avanço dos poluentes


O ar de Ribeirão Preto fica mais poluído a cada ano. Segundo relatório de medição da qualidade, dois dos parâmetros monitorados apresentaram concentrações acima do padrão: partículas inaláveis e ozônio.
O problema da maior concentração de poluentes, conforme a gerência ambiental da Cetesb, é que elas ocorrem principalmente na época da estiagem, que no caso de Ribeirão Preto coincide com o período de inverno.
Conforme o levantamento, o aumento das concentrações de ozônio e de partículas inaláveis “vem reduzindo o número de dias com ar de boa qualidade e aumentando o número de dias com o ar em condição apenas regular”. O relatório acompanhou a qualidade do ar na estação móvel localizada no bairro Ipiranga, entre os dias 4 de agosto de 2004 e 31 de março de 2006.
Se o documento já alertava para o avanço dos poluentes em 2006, agora o problema deve ter piorado porque um dos grandes produtores desses problemas ambientais é o automóvel. E a frota de Ribeirão Preto só tem crescido e atualmente passa dos 250 mil veículos.
Para os técnicos da Cetesb, é possível minimizar o avanço dos poluentes com medidas que dependem dos poderes públicos e dos moradores. Para a prefeitura e gestores de órgãos públicos de fiscalização, cabe coibir o emprego de queimadas urbanas, muito empregadas como ‘limpeza’ de terrenos particulares. Para os moradores, cabe deixar de investir nessa prática. Outra medida em favor do meio ambiente é manter os veículos regulados para conter a emissão de gases. A solução, como se vê, depende de todos nós.

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