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Opinião

Sabado, 14 de Junho 2008 - 19h40

A dor do crescimento


Esta edição traz reportagem sobre o aumento de arrecadação em Ribeirão Preto, com orçamento que deve ultrapassar a marca inédita de R$ 1 bi. Para a população, o importante é que o dinheiro arrecadado seja utilizado da melhor maneira e com a melhor gestão, para que a cidade possa resolver seus gargalos satisfatoriamente.
Em primeiro lugar, precisamos investir na qualidade de vida. Isso significa cuidar da limpeza pública, da destinação do lixo, da arborização das ruas, da eliminação das queimadas urbanas.
A lista é longa. E o rol de prioridades também. Entre elas, certamente, está o atendimento médico, com reestruturação das unidades básicas de saúde. Esta semana, noticiamos a morte de uma paciente de 82 anos que esperou durante 24 horas por um leito. Não foi o primeiro caso, infelizmente. Mas, com toda a certeza, deveria ser o último. Noticiamos também uma seqüência de acidentes na avenida Independência: numa única manhã, quatro! Com dezoito carros envolvidos.
É a intranqüilidade que uma frota que não pára de crescer provoca. Como amenizar isso? Precisamos, e muito, de uma engenharia de tráfego inteligente e estratégica. Com orientação enérgica. E boas idéias.
Portanto, se Ribeirão tem orçamento maior e se coloca entre as sete cidades “ricas” do Estado, tem também desenvolvimento e demanda que exigem, claro, novas soluções. É a “dor do crescimento”. O preço que se paga pelo chamado progresso. E que ninguém duvide: são mudanças irreversíveis. Ribeirão Preto coloca os pés no século 21 e precisa planejar seu futuro, antes que não se reconheça mais.

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