Márcio Bernardes
Terça-Feira, 17 de Junho 2008 - 1h1 (São Paulo) - Deu tudo errado com a seleção. O time foi mal escalado, as substituições foram equivocadas, o corte de Alexandre Pato do banco foi um erro e a vitória paraguaia acabou sendo mais do que merecida.
Não se viu empenho dos jogadores, nem capacidade do treinador para mudar alternativas táticas.
O primeiro tempo do Brasil foi bisonho e o crescimento aparente na segunda etapa deveu-se muito mais à precaução do adversário, que fez dois a zero logo no começo e passou a jogar nos contra-ataques.
Foi aceso o sinal amarelo. Dependendo do jogo contra a Argentina vamos avançar com o sinal verde ou ficar parados no vermelho.
Brasil e Argentina
As duas maiores seleções do continente caíram neste final de semana diante de dois adversários emergentes. Se o Paraguai mereceu a vitória, acabou sendo uma injustiça para o Equador sofrer o empate no final do jogo de Nuñes.
As duas equipes vão jogar com cautela nesta quarta-feira. Um resultado negativo vai complicar a vida do treinador.
Dunga será mais pressionado por jogar em casa. E a exemplo do técnico argentino deverá povoar o meio campo. Por isso é fundamental que os atacantes estejam inspirados. E mais do que isso; que as bolas cheguem com criatividade na frente.
Basquete feminino
A classificação para a Pequim comprova a tradição do basquete feminino brasileiro. Independente de termos precisado da repescagem, valeu pela superação de tantas adversidades, inclusive o fogo amigo.
A insubordinação de Iziane, que acabou sendo cortada do grupo, poderia trazer uma reação carregada de pólvora. Mas o técnico Paulo Bassul conseguiu dominar a situação e motivar as jogadoras para o objetivo principal que era a classificação.
China
A China adotou medidas extremas de segurança para a passagem da tocha olímpica nesta terça-feira pela cidade de Urumqi, capital da província muçulmana de Xinjiang. Uma das sugestões é que os moradores do local assistam ao evento pela televisão, dentro de suas casas.
Ao lado do Tibete, Xinjiang é a mais problemática província para as autoridades chinesas e possui um grupo separatista que o governo central classifica como “terrorista”. O Movimento Islâmico do Turcomenistão do Leste defende a criação de um Estado independente e realizou uma série de atentados a bomba a partir dos anos 90.
* Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário. Site www.marciobernardes.com.br