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Opinião

Terça-Feira, 17 de Junho 2008 - 1h7

Abaixo da meta


O índice de cobertura da vacinação contra a paralisia infantil no Estado ficou, em média, 12% abaixo da meta estipulada pela Secretaria da Saúde, em todos os municípios paulistas, inclusive Ribeirão Preto.
Aqui a vacinação do último sábado só imunizou pouco mais de 86% do público-alvo, ou seja, a população menor de cinco anos de idade.
Devido ao índice considerado insatisfatório, a vacinação foi prorrogada até quinta-feira. Não é a primeira vez que isso acontece, e, certamente, não será a última.
Seria desinformação? Falta de conscientização sobre a importância vital da vacina? Ou simplesmente desleixo criminoso?
Por que há tanta resistência quando se fala em tomar um antídoto para prevenir doenças? No caso da poliomielite, há 20 anos não aparecem casos no Estado de São Paulo. Mas não se pode olhar só para o próprio umbigo. Há países da África e da Ásia onde a doença continua em atividade. Num mundo cada vez menor, onde o avião se tornou um vetor intercontinental de transmissão de moléstias e as distâncias são cada vez mais curtas, é preciso prevenir sempre.
No caso da vacinação contra a febre amarela, em Ribeirão Preto, num primeiro momento, também passamos por essa situação: havia campanha, havia divulgação, havia vacinas disponíveis, mas, mesmo assim, muita gente deixou de se imunizar. Só agora, com o anúncio de duas mortes na região, houve predisposição maior para receber a vacina.
Não se pode cair no extremo perigoso de quem se superimuniza, mas o outro, o da omissão, é ainda pior. A virtude, mais uma vez, está no meio: a dose certa, na hora certa.

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