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Rodas e Cia

Terça-Feira, 17 de Junho 2008 - 23h11

Bruto de sangue azul

Willian von Söhsten
WEBER SIAN Bruto de sangue azul ESTRUTURA VIOLENTA Tanta brutalidade exigia gasolina de alta octanagem, aquela de cor azul

O “amarelão” 1973 está tão bem conservado, que mais parece um carro zero. Eduardo Crosta, presidente do Clube Faixa Branca de Ribeirão Preto, comprou o Dodge Charger R/T em uma das reuniões do clube. “Um amigo me trouxe esse carro e não pensei duas vezes para comprar”.
O carro chegou a ser o mais rápido fabricado no Brasil, atingindo 190 km/h. São 215 cavalos de potência, com direção hidráulica e freios a disco. Tanta brutalidade exigia gasolina de alta octanagem, aquela de cor azul.
O carro chegou bem velhinho às mãos de Eduardo. Foi necessário um ano inteiro de trabalho de restauração, mas ficou novinho em folha. “A estrutura do carro é violenta”, afirma o dono da máquina.
Desde então, são seis anos de namoro bem sucedido. A sigla R/T significa Road and Track (estrada e pista).
“Ele precisa de estrada para pôr à prova seus oito cilindros”, diz Eduardo. Todo final de semana eles saem para um passeio. “Precisamos queimar gasolina”, brinca.
O Dodge Charger R/T
distinguia-se do modelo Coupé convencional da marca pela pintura vistosa arrematada com faixas pretas. Também são diferentes a grade, o acabamento interno com console entre os bancos individuais, alojando a alavanca da caixa de câmbio de 4 marchas.
Destacam-se também o conta-giros no painel, rodas esportivas sem calotas, colunas laterais traseiras mais largas repuxadas sobre os pára-lamas e o teto revestido de vinil.

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