Opinião
Terça-Feira, 17 de Junho 2008 - 23h39 Os órgãos públicos responsáveis pelo gerenciamento da saúde pública em Ribeirão Preto anunciam mudanças na logística no sistema de internações de pacientes nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é agilizar os procedimentos para evitar episódios imperdoáveis como o da aposentada Geralda Rossett Adão, de 82 anos, que morreu na madrugada da quinta-feira (12) no Centro Saúde Escola do bairro Sumarezinho depois de ficar 24 horas esperando por vaga para internação no SUS.
O sistema vigente conta com duas centrais de regulações, uma comandada pela Direção Regional de Saúde (DIR) e outra pela Secretaria Municipal de Saúde. A partir de julho, ambas serão unificadas na tentativa de reduzir a espera de pacientes por leitos hospitalares.
A unificação das centrais foi tentada, sem sucesso, no ano passado. Agora é retomada por determinação do Ministério Público, que deu prazo para sua implantação até no próximo dia 30 desse mês.
Não se sabe ao certo se a anunciada unificação vai resolver de pronto a frágil situação dos pacientes que esperam por internações. Sabe-se, por exemplo, que uma central não sabe o que acontece na outra, o que, por sua vez, impossibilita dar prioridade aos casos mais graves.
Na prática, as centrais ‘disputam’ as vagas existentes, que são destinadas aos pacientes de cidades da região atendidas pelo sistema em Ribeirão. Todos devemos torcer para que a iniciativa de unir as duas unidades obtenha êxito, até porque é uma situação que não pode prosseguir, sob pena de gerar mais mortes dentro de postos de saúde.