Vicente Golfeto
Quarta-Feira, 18 de Junho 2008 - 23h38 A região nordeste do Estado de São Paulo tem tido uma balança comercial superavitária. Vale dizer: recebe mais dólares pelas exportações de mercadorias que efetua anualmente do que gasta, quando faz a operação inversa, isto é, quando importa mercadorias do exterior. Este fato tem ocorrido há anos seguidos.
Os números comprovam o que estamos falando. Encerrado o ano de 2007, ficou demostrado que, nos 85 municípios que compõem a região, localizavam-se 593 empresas que importaram mercadorias do exterior e 774 que exportaram. A vocação exportadora, portanto, tem sido maior. E parece que tende a se confirmar neste e também nos próximos exercícios comerciais. O superávit é mantido. Ribeirão Preto, entretanto, destoa do conjunto. Ainda exporta mais do que importa. Mas, sobretudo por sua logística privilegiada, também é um grande centro distribuidor de produtos para a região e para diversos pontos do país. Considerando-se o mesmo exercício de 2007, em Ribeirão Preto – no final do ano econômico – localizavam-se 115 empresas que importaram mercadorias e 114 que exportaram. Um claro equilíbrio.
Indústria é custo. Comércio é ponto. Serviço é atendimento. Ribeirão Preto é vocacionado – em termos econômicos – a confirmar para os próximos anos sua capacidade comercial. Sua localização geográfica favorece, embora possa começar a vacilar. Sem aeroporto adaptado às exigências de uma economia internacionalizada e sem ferrovias que permitam, com custo menor, que os produtos cheguem ao porto – sobretudo commodities – as vantagens competitivas podem começar a desaparecer.
As empresas importaram máquinas, insumos, matérias-primas e os incorporaram no seu processo produtivo. Mas muitas empresas compraram de importadoras. Que Ribeirão Preto tem condições de ter em quantidade acentuada. Mais até do que tem atualmente. Tudo vai depender das condições de sua infra-estrutura.