Júlio Chiavenato
Quinta-Feira, 19 de Junho 2008 - 23h41 O Clássico modelo colonialista a partir do século 18, é invadir uma nação, ocupar suas terras e impor um sistema político e econômico. Não é preciso recuar até os romanos para descrever como o processo se desenvolveu. Basta observar os ingleses, franceses e holandeses na África e na Ásia.
Dominavam militarmente territórios e colocavam colonos nas terras. Com o tempo os nativos se reorganizavam e queriam suas terras de volta. Os colonos sentiam-se vítimas e ameaçados. Seus países mandavam exércitos que cometeram genocídios apagados pela história escrita pelo vencedor. Na Ásia e na África povos inteiros desapareceram para que os colonialistas garantissem seus negócios.
Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Holanda, construíram sua riqueza dilapidando os povos do mundo. O modelo é seguido até hoje, com variantes terríveis como fazem os norte-americanos. Mesmo as vítimas do processo, quando puderam, empregaram métodos parecidos.
No século 19 os brasileiros ocuparam terras no Uruguai. Os maiores latifúndios uruguaios pertenceram aos brasileiros. O barão de Mauá foi o maior proprietário de terras naquele país. O general Osório teve terras lá. Quase todos os comandantes gaúchos que se destacaram na guerra contra o Paraguai eram latifundiários no Uruguai. Os gaúchos faziam as “califórnias”: expedições militares para tomar mais terras e garantir as posses dos nossos “terratenientes”.
Quando um governo honesto quis libertar o Uruguai, o Império tomou as dores dos latifundiários brasileiros e invadiu o país, em 1864. Agora, século 21, estão pedindo que o Brasil defenda os brasiguaios, ameaçados pelos sem-terra do Paraguai. A história não se cansa de repetir eternamente sua farsa.