Opinião
Sexta-Feira, 20 de Junho 2008 - 23h52 A febre amarela volta a mobilizar as autoridades públicas da saúde em Ribeirão Preto. Desde ontem, propriedades localizadas na área rural do município integram campanha de vacinação contra a doença. Essa investida visa ampliar a imunização dos moradores.
Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, 25% da população ainda estão sem receber as doses das vacinas. A suspeita é de que parte desse número de pessoas esteja em propriedades instaladas na zona rural. Daí, então, investir na vacinação junto a moradores dessas localidades.
Os esforços para atingir 100% de cobertura vacinal da população de Ribeirão Preto decorrem das duas mortes por febre amarela registradas em maio último com um morador de Cravinhos e outro de Rincão, na região de São Carlos. Foram as primeiras mortes em decorrência da doença no estado nos últimos oito anos.
A Secretaria da Saúde procura cumprir sua responsabilidade diante uma situação que ficou estabilizada nas últimas semanas, mas não pode ser considerada sob controle.
O problema torna-se mais preocupante porque a região de Ribeirão Preto é endêmica em relação à febre amarela e, assim, a doença tem mais chances de fazer vítimas.
A vacinação é um remédio eficaz contra a doença, mas como ela é contraída por mosquitos, e esses convivem com facilidade nas zonas rurais, a mobilização deve mesmo ser focada junto aos moradores dessas regiões fora do centro urbano.
Os órgãos públicos tentam cumprir sua parte. Falta a população rural fazer a sua e ir receber as doses da vacina.