Jornal A CIDADE

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Vicente Golfeto

Sabado, 21 de Junho 2008 - 15h52

O exemplo de Bloomberg


Michel R. Bloomberg, prefeito de Nova York, diz que no final do seu mandato, “quer ser julgado pelo desempenho dos alunos”. Isto denota não apenas a importância que a educação tem, na sua visão. Mas sobretudo a maneira como deu, como governante daquela que atualmente pode ser considerada a capital do mundo – se houvesse cidade com este status – importância à educação.
Bloomberg, entretanto, apenas orientou, colocou-se na posição de líder de algo que pode ser profundamente transformador para um país. Seu antecessor na chefia do Executivo de Nova Iorque, o republicano Rudolph Giulianni, colocou como ponto primeiro de seu governo, o atingimento de um nível de segurança daquela que era, então, uma das metrópoles mais violentas do mundo. Com sua política de tolerância zero, terminou seu governo em condições de disputar a indicação do Partido Republicano à sucessão do atual presidente, George W. Bush. Não foi o vencedor mas apresentou sua candidatura.
“Não melhoraremos as escolas sem tornar professores, diretores e pais responsáveis pelos resultados”, diz Bloomberg. Ele envolve toda família do aluno e a direção da escola, mostrando que é preciso cobrar responsabilidade. Dado mais importante foi o negligenciado nos últimos anos. Num passado recente, inclusive no Brasil, o aluno era obrigado a trazer o ciente dos pais ou dos responsáveis tão logo fosse avaliado pelos professores. E avaliada sua condição de estudante.
A escola é apenas uma parte – embora muito importante – no processo educacional. Que, a bem da verdade, começa em casa, local onde o caráter principia a ser formado. Na escola – sobretudo a partir dos 11 anos de idade – o adolescente vai receber apenas e tão somente instrução. De maneira que, o que se considerava pedagogia antiga, volta com toda força.
Deve-se cobrar da escola um bom nível de educação. Mas não somente da escola.

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