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Opinião

Segunda-Feira, 23 de Junho 2008 - 23h4

Álcool zero


O governo federal deu prova inequívoca de coragem ao sancionar uma lei nitidamente antipopular. No país das “zecas-horas”, nada mais bem aceito que sair em grupo, para beber “socialmente”.
Agora, se o cidadão beber, mesmo que moderadamente, não poderá dirigir, sob pena de ser multado e ter o carro retido. Evidentemente, os liberais não gostaram da novidade. Nem do rigor. Não é uma lei simpática para os boêmios de plantão, por exemplo. Nada contra eles, nem contra as muitas “horas-felizes”, depois do expediente, país afora. É apenas, um chamado à responsabilidade e ao espírito de cidadania.
Quando se sabe que o carro pode virar uma arma - e em Ribeirão Preto tivemos trágicos exemplos recentes disso - e que o trânsito é hoje, uma das maiores causas de morte em todo o mundo, nada mais justo que criar uma legislação severa, para reprimir abusos.
Ora dirão: beber um pouquinho não faz mal. Não altera o estado de consciência.
Mas o problema é mensurar o que seria pouco, o que seria muito, quando o assunto é direção. Por isso é bom que nossos motoristas estejam absolutamente sóbrios na hora de se conduzirem sobre quatro rodas. E que a fiscalização dessa sobriedade também entre em vigor. E que venham outras medidas: só proibir a bebida é pouco.
É preciso que se tenha o mesmo rigor com a fiscalização de auto-escolas. “Cartas na marra”, com esquemas e jeitinhos, precisam acabar. Devagar, vamos avançando. Em casos que envolvem vida e morte, não pode haver recuo. Felizmente, há progressos que são irreversíveis.

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