Hamilton de Andrade Lemos
Segunda-Feira, 30 de Junho 2008 - 23h23 Tem notícia que é importante. Tem notícia que é divertida. Essa reúne as duas qualidades. Um australiano teve seu casamento invalidado por já ter se casado, há 30 anos, em estado de total embriaguez. E, por este motivo, digamos, etílico, ele diz não se lembrar de nada sobre o ocorrido. Nem de padre, nem de alianças, nem de padrinhos, mas tem uma tênue lembrança de haver conhecido uma loura muito bonita. E só.
Esta é a parte divertida da coisa. A parte importante é que a notícia abre um precedente deveras útil, tanto no caso de casamentos quanto de outras situações onde o abuso do álcool pode nos safar. Numa blitz, por exemplo:
- Documentos do veículo e carteira de habilitação, por favor!
- Desculpe, não me lembro onde estão.
- Então faça o favor de soprar neste canudo aqui, cidadão!
- Não posso! Nem me lembro como é soprar. Se quiser, acho que posso chupar o canudinho.
No âmbito político, o recurso pode livrar a cara de muito candidato.
- Candidato, o que o senhor tem a dizer sobre sua condenação no Ministério Público?
- Não me lembro de nenhuma condenação!
- Como assim, não se lembra! Está em todos os jornais. O senhor não leu?
- Também não me lembro de saber ler!
Como brasileiro é um povo sem memória, serve até para as explicações do presidente:
- Mensalão? Não me lembro de nenhum mensalão! Deve ser a branquinha...dá um esquecimento.
- Bom, senhor presidente! Neste estado o senhor não pode dirigir. Ainda mais um país!