Cidades
Segunda-Feira, 30 de Junho 2008 - 23h36 A unificação da regulação médica é apenas mais uma providência na tentativa de solucionar ou ao menos amenizar a crise gerada pela falta de vagas para internação hospitalar de urgências e emergências médicas.
Nos últimos meses, dezenas de pacientes permaneceram retidos em unidades distritais de saúde, enquanto aguardavam vagas nos hospitais conveniados ao SUS.
A promotoria da Cidadania do Ministério Público Estadual investiga vários casos de mortes em unidades distritais, antes que o paciente conseguisse ser encaminhado a um hospital.
Além da unificação da regulação médica, as autoridades do setor de saúde têm outros projetos. Os principais são a ampliação do número de leitos na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas, com a criação de uma Unidade Coronariana e o remanejamento de setores administrativos:
A inauguração de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps-3) que vai funcionar 24 horas, atendendo pacientes em surtos psiquiátricos; a abertura de mais vagas no Hospital de Retaguarda “Francisco de Assis”, onde são mantidos pacientes terminais; e o encaminhamento ao novo Hospital Estadual de urgências médicas de baixa complexidade (como fraturas).
Outra idéia, que seria a volta ao Hospital Santa Lydia ao atendimento geral do SUS, não vingou por falta de recursos para os investimentos necessários.