Rodas e Cia
Quarta-Feira, 2 de Julho 2008 - 0h17 Soltar pipas se transformou em pesadelo para os motoqueiros. O perigo é o cerol, a mistura de vidro moído e cola que é aplicada à linha. Acidentes com linhas cortantes já fizeram muitas vítimas, algumas delas fatais. Por isso, os motoqueiros estão usando um acessório que, até pouco tempo atrás, poderia parecer estranho: a antena corta-cerol.
O acessório já é oferecido nas lojas de Ribeirão e sua instalação pode ser feita por fixação no garfo, no guidão ou no retrovisor. Algumas anticerol são retráteis e reclináveis, de dois estágios, com lâmina corta fácil.
O microempresário Edílson Lima dos Santos, de 33 anos, demorou, mas instalou a antena em sua moto há dois meses. Foi só colocar para sentir na pele, ou melhor, na antena, o risco de ter o rosto ou o pescoço ferido.
“Estava passando e a linha ficou presa na anteninha. Como estava devagar, parei e tirei ela do caminho. Se não fosse a antena, me machucaria”.
Seu irmão mais novo usa a antena há dois anos. “Já peguei linha com cerol na avenida Caramuru e felizmente nada aconteceu comigo”, diz Antônio Lima Santos.
Obrigatória
Bombeiros e carteiros de Ribeirão que utilizam motocicletas também circulam equipados com a antena anticerol. “Temos três ou quatro motos, mas todas com a antena. Eu mesmo sou usuário e oriento as pessoas a usarem”, afirmou o subtenente Neves, dos bombeiros.
Nos Correios, a antena é obrigatória na frota de 112 motos de Ribeirão e nas outras 142 da região. “Há dez anos decidimos criar este mecanismo de defesa, pois os carteiros reclamavam do risco”, afirmou o gerente da ECT, Edgard de Aguiar Cordeiro.