Jornal A CIDADE

Opinião

Quarta-Feira, 2 de Julho 2008 - 0h53

Estamos vacinados


Se vale o escrito e combinado não é caro, há coisas pontuais que não devem passar em branco. E uma delas, tem que ser prioridade zero: a que vem antes do um. É básico e fundamental saber se é bom ou mau o funcionamento do serviço público de saúde.
Se não é bom, por que não é? Que determinação não está valendo? Que combinação não está sendo cumprida? Ontem, nossos repórteres passaram boa parte do dia visitando unidades de saúde ou telefonando para elas, para verificar os horários de abertura das salas de vacina.
E descobriram que, de 24, apenas três cumprem o horário correto de abertura. Numa delas, fechada para almoço, um casal esperava com o filho. Quando se sabe o grau de resistência que a população desenvolve com a necessidade de tomar vacina, seria preciso facilitar, e não dificultar, a aplicação delas. A população precisa ser imunizada e se as vacinas estão disponíveis, é inadmissível que não haja pessoal para aplicá-las, no horário combinado.
A direção informou que não estava ciente do fato. Que não sabia que essas unidades fechavam as salas de vacina para almoço. A orientação dada é para que elas funcionem sem interrupção alguma, das 8 às 17h, em alguns casos (das UBSs) e das 8 às 22h (das UBDSs). Não é o que está acontecendo. Tudo indica que falta gente. Ou que falta gestão de horários.
Com a palavra, os responsáveis. Quando se tem em mãos uma pesquisa, como aquela publicada no suplemento especial de aniversário de RP, que aponta uma porcentagem de mais de 70% de insatisfação com o serviço da saúde, é preciso passar a limpo cada detalhe. E colocar a casa em ordem.

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