Cidades
Quarta-Feira, 2 de Julho 2008 - 1h3
SÓ ELE Supremo separou o julgamento do deputado e ex-prefeito de RP, Antonio Palocci
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem que só o deputado federal de Ribeirão Antonio Palocci (PT) terá direito a foro especial ao responder as acusações que pesam contra ele durante sua administração na prefeitura de Ribeirão. Os outros nove réus no processo responderão na Justiça comum. Palocci tem foro privilegiado por ser parlamentar.
Todos, incluindo Palocci, respondem por formação de quadrilha, falsificação de documento público e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.
O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, ressaltou que a competência do Supremo, neste caso, restringe-se à investigação relativa a Palocci, “não existindo outra razão que justifique a permanência de tantos acusados sem prerrogativa de foro sendo processados perante este tribunal”.
A Cidade tentou contato com Palocci, mas o deputado estava em missão oficial ao Japão. A previsão, segundo sua assessoria, é que ele chegasse ontem ao Brasil. Para José Roberto Batochio, advogado que representa Palocci no caso, a decisão foi inesperada. “A defesa não soube quando essa questão seria julgada”, disse (veja mais em texto nesta página).
O caso
Em 2005, o então ministro da Fazenda Antônio Palocci foi acusado por Rogério Buratti, ex-diretor da Leão Leão, de receber R$ 50 mil mensais da empresa, responsável pela coleta de lixo quando Palocci ainda era prefeito da cidade pela primeira vez, na década de 1990.
A suspeita, segundo depoimentos veiculados pela imprensa na época, é que o dinheiro seria usado como caixa dois de campanha de candidatos do PT.
Saiba quem será julgado sem foro especial
Além de Palocci, os reús no processo que investiga suposta propina da Leão e Leão ao governo Palocci são o ex-prefeito Gilberto Maggioni, a ex-superintendente do Daerp Isabel Bordini e o marido, Donizete Rosa, então secretário de Governo, além de Nelson Colela Filho, ex-secretário da Casa Civil e Luciana Alecrim, diretora-técnica do Daerp.
Também respondem pelos crimes Wilney Barquete, Luiz Altimari, Luiz Cláudio Leão e Carlos Alberto Leão, todos da Leão Leão.