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Quarta-Feira, 2 de Julho 2008 - 1h13

MP quer convênio para vistoriar show

Euclides Oliveira
F.L.PITON MP quer convênio para vistoriar show PARA FISCALIZAR Promotoria e superintendência da Coderp se reúnem em Ribeirão, ontem

O Ministério Público (MP) quer que a Coderp firme convênio com engenheiros de Ribeirão para vistoriar a estrutura metálica do palco do Festival João Rock 2008, remarcado para o próximo dia 26.
No dia 7 de junho, duas horas antes da abertura dos portões do Parque Permanente de Exposições, houve o desabamento da estrutura que sustentaria um telão lateral ao palco. Sete pessoas ficaram feridas e o evento foi cancelado.
Na tarde de ontem, os promotores Naul Felca e Marcelo Goulart se reuniram novamente com o superindente da Coderp, Ruy Salgado Ribeiro.
Eles deram prazo de sete dias para que a autarquia municipal faça acordo com o Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). O Crea vai disponibilizar relação de engenheiros que devem ser sorteados para o trabalho.
Segundo o MP, a medida precisa ser implantada em “regime de urgência”. A ação terá caráter provisório, pelo prazo de 180 dias, para garantir a realização de outros eventos no espaço.
Os promotores querem que a Coderp constitua, mais à frente, um corpo de engenheiros e responsáveis técnicos para esse trabalho de fiscalização, a exemplo do que é feito pelo Contru (Departamento de Controle de Uso de Imóveis) em São Paulo.

Péssimo hábito
“Os organizadores de eventos estão tendo o péssimo hábito de tratar dos investimentos em segurança como um gasto que precisa ser cortado. É um posicionamento infeliz, que está nos obrigando a tomar as medidas necessárias”, disse Felca.
Na reunião, ficou também acertado que a Coderp terá de exigir, em contrato, que os organizadores de eventos no Parque Permanente formalizem pedidos de vistoria ao Corpo de Bombeiros, com 5 dias úteis de antecedência.
Desse modo, a corporação poderá fazer o trabalho até 48 horas antes dos shows, com tempo hábil para que as estruturas sejam modificadas, se for notada alguma irregularidade.
Ruy Ribeiro disse que a organização do João Rock apenas reservou a nova data para o evento, mas sem recolher a taxa de R$ 14,3 mil do aluguel do parque.
“Eles ainda não têm o chão para cuspir e já estão anunciando o show, sem verificar as possíveis conseqüências desse ato prematuro. É uma irresponsabilidade”, disse Naul Felca.

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