Jornal A CIDADE

Opinião

Quarta-Feira, 2 de Julho 2008 - 20h1

Perdendo poder


Aberta a temporada de aumentos, é preciso tomar muito cuidado com o que vigora e o que não vigora.
Ou seja: há muito aumento anunciado que não entra em vigor em Ribeirão Preto. É o caso da energia elétrica, que só vai subir em outras regiões do Estado.
E que se tranqüilizem os motoristas e os moradores que usam o gás natural em RP: pelo contrato atual, o preço do metro cúbico só será reajustado em novembro e não agora, como em outras praças.
Portanto, todo cuidado é pouco com aqueles que ouvem cantar o galo e não sabem onde. Ou com aqueles que acham que já que está tudo subindo, vamos reajustar mais e já: por que deixar para novembro? Mais do que nunca, o consumidor tem que ficar atento para defender seus direitos.
O cilindro industrial do gás de cozinha de 45 quilos, porém, está no rol dos que já ficaram mais caros em Ribeirão Preto: subiu de R$ 140,00 para R$ 163,00. Isso pode afetar diretamente quem come fora de casa, porque os restaurantes estão com mais esse ônus.
Cabe a eles fazer ou não o repasse. Que aliás, já começou, com a disparada dos preços da comida - cada vez mais salgada.
E se tudo já está mais caro, esse novo aumento do diesel ontem (em média, de 3%), só reforça a tendência altista. É quase que uma indexação informal da economia. A ciranda inflacionária não poupa ninguém.
Como o índice de reajuste dos salários não acompanha os demais, a conseqüência mais natural será a corrosão inexorável do orçamento doméstico e do poder de compra dos brasileiros. É o que ninguém quer.

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